Há uns 12 anos atrás li um texto com esse mesmo título e lembro da essência dele até hoje. Com o passar do tempo, vi histórias que acabaram confirmando a teoria. Por isso vou expor sobre o assunto aqui, mas do meu jeito e com alguns casos reais, pra provar o meu ponto de vista!
O menino se apaixona, pela primeira vez, e é correspondido. “O amor é lindo, amo minha vida e minha namorada”, pensa ele. O homem quando ama, ama mais, ama melhor, ama mais intensamente, se entrega e espera poder sentir aquele amor e se sentir amado pelo resto da vida.
E de fato, por algum tempo eles são muito felizes. Mas um dia a menina cansa, deixa de amar, quer viver outras coisas, conhecer gente nova. “Como poderia me casar com meu primeiro namorado? Será que é isso mesmo que quero pra mim?” Pensa ela!
É a vida, certo? Certo!
Mas para o menino, aquilo é o fim de uma fantasia cuidadosamente construída.
“O amor é uma droga, odeio minha ex-namorada. Se eu nunca mais amar, nunca mais vou sofrer como estou sofrendo hoje”. E é aqui que tudo muda. Bem aqui, nesse ponto.
Eu já fui a primeira namorada que cansou, e mesmo sentindo um aperto no coração, achou melhor terminar o namoro. Muitas de nós já passou por situação semelhante, e posso afirmar: não é por crueldade que fazemos isso, é apenas como a vida acontece.
Existem 3 prováveis caminhos para esses meninos recém largados:
1. ele se recupera, entende que o amor pode acabar, e continua em busca de algo mais extraordinário;
2. ele vira um cafajeste e trata toda mulher como se ela fosse a culpada pelo seu trauma;
3. ele se fecha pro amor.
Pois bem, um belo dia, meninas românticas como eu, que apesar de já terem sofrido por amor um milhão de vezes e ainda assim continuam acreditando que tudo vai dar certo, encontram no seu caminho o ex-namorado-de-alguém-que-não-o-quis-mais e, infelizmente, ele virou opção 2 ou 3.
Não vou justificar as atitudes deles, mas no fundo eu sei.... Nós Criamos os Monstros. O Monstro que eu criei alguém vai pegar e vai se machucar, e vai pensar “desgraçada dessa ex, o que ela fez para deixar ele assim, traumatizado?”. Mas a verdade é que eles são frágeis, não tem a habilidade de superar uma perda.
Vamos aos exemplos reais, Monstros que encontrei pela vida e que se abriram:
-Monstro-Cafajeste (tipo 2), desapegado, do tipo que chama todas pelo mesmo apelido carinhoso pra não correr o risco de confundir. Trauma: quando amou pela primeira vez, foi traído.
-Outro Monstro-Cafajeste (tipo 2), que trata mulher com desrespeito e agressividade, também desapegado. Trauma: amou, pela primeira vez aos 14, sem ser amado de volta.
-Monstro-Coração-Fechado (tipo 3), nunca se entrega. Trauma: achou que ia amar pelo resto da vida a mesma mulher, mas ela cansou.
(e por aí vai.....)
Portanto menina, quando cruzar por um desses, ao invés de tratá-lo como caso perdido, dê o seu melhor e tente mostrar a ele que o amor continua lindo, apenas diferente do que costumava ser!