segunda-feira, 24 de maio de 2010

O que minha mãe diria...

Estava eu no ônibus, a caminho do trabalho, quando ouvi duas senhoras conversando (adoro fazer isso!). Uma delas disse “os jovens costumam confundir liberdade com libertinagem”. Essa passagem me fez lembrar de uma conversa que tive com minha mãe, num domingo de manhã, em que falei pra ela que ainda queria amar muito, muitas vezes. Na ocasião ela exclamou “minha filha virou uma libertina”.

A verdade é que nunca fui muito a fundo para entender o que “libertinagem” realmente significa. Busquei meu amigo Aurélio e eis o que encontrei:

Libertino: Devasso, dissoluto, licencioso.
Licencioso: Indisciplinado, desregrado, sensual, libidinoso.
Libidinoso: Relativo ao prazer sexual ou que o sugere, devasso, lascivo.
Lascivo: Sensual, lúbrico.
Lúbrico: Lascivo, sensual.

(Deu uma volta grande, mas sensual e devasso aparecem mais de uma vez!)

Liberdade: Faculdade de cada um se decidir ou agir segundo sua própria determinação. Estado ou condição do homem livre. Confiança, familiaridade, intimidade.

Aprendi desde cedo, com meu pai Marcelo, que nossa liberdade termina onde começa a liberdade do outro!

Isso me faz pensar que, na verdade, liberdade não tem como ser confundida com libertinagem... é justamente por ser livre que podemos escolher ser libertinos. Sempre digo que devemos respeitar nosso corpo, nossa vontade, nosso espírito... e respeitar o desejo do outro.

Para benefício próprio, posso concluir que ser libertino é ser sensual e desregrado.
Amar muito, e muitas vezes, pode sim ser considerado algo desregrado, indisciplinado, assim como devasso e sensual! Que seja! Acredito que o dia em que as pessoas aceitarem que nem todo amor é para sempre, poderemos viver mais leves, sem tanta pressão, cobranças ou infelicidades!

Mas ‘Amar Muito e Muitas Vezes’ será assunto pra outro post!

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