quarta-feira, 30 de junho de 2010

Na alegria e na tristeza

“We'll be together with a roof right over our heads
We'll share the shelter of my single bed” (Is this love – Bob Marley)

Coisa linda! Como parece fácil “dividir o abrigo”.
Quando se fala em relações humanas, não existe certo e errado, apenas a relação em si e como lidamos com ela.
Mas existem alguns clássicos do cotidiano, difíceis de serem evitados!

Vejam uma estrutura familiar como a minha (1 mãe, 1 pai e 2 filhas), por exemplo. Enquanto somos crianças tudo acontece naturalmente, a hierarquia é óbvia e respeitada, mas quando as crianças crescem, passam a ser 4 adultos dividindo o mesmo teto.. aí é que a coisa muda de figura! É nesse ponto que as crianças crescidas saem de casa, ou “são saídas”. Mas nesse caso existe uma vantagem: os princípios dos moradores são basicamente os mesmos.

Num casamento a foto é a seguinte: duas criações distintas, hábitos diferentes, duas culturas, dois modos de ver a vida, e muito amor.
Quando uma amiga estava prestes a se casar, me senti na obrigação de avisá-la que os primeiros meses eram os mais difíceis, pois é quando as diferenças entram em choque. Mas ela me disse “não, ele é organizado, acostumado a cuidar da casa”. Dois meses depois ela veio me contar de uma briga enorme que tiveram sobre o lugar onde deveria ficar a lixeira da cozinha!
Parece bobo? Não é, não!
Sei disso porque quando eu juntei os trapos, a primeira grande briga foi sobre a máquina de lavar roupas... Minha filosofia eco-chata não aceita desperdiçar 100 litros de água para lavar 3 peças de roupa, mas para o marido em questão, aquilo era prática comum!

Quem, antes de casar, pergunta ao noivo “Meu bem, como tu costuma lidar com a máquina de lavar? Vamos ver se combinamos nisso!”. No one!!! E é aí que mora o perigo!
Educação dos filhos, ter ou não pets, divisão de tarefas, tempero da comida, contas a pagar, decoração da casa. Aff!

Eu já tive a minha cota, mas, como disse o poeta “I wanna love you and treat you right”.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Recolher ou não recolher... eis a questão

Enquanto esperava o ônibus hoje pela manhã, me deparei com um cartaz colado no poste, em frente à parada. Nele dizia o seguinte: “Se você ama seu cãozinho, junte seu cocozinho do chão! A natureza agradece e eu também!”

A natureza agradece??
Humm, típica “frase feita”, do tipo que tem o objetivo de causar impacto. “Já que o assunto meio ambiente está em voga, vamos aproveitar”, deve ter pensado o autor do cartaz! Mas sinceramente, não acredito que a natureza entenda que uma sacola de supermercado, feita com plástico resistente e serigrafada com tinta a base de solvente, envolvendo um cocô, seja um presente.

Meu ponto de vista: o cocô é 100% orgânico, e na primeira chuva se desmancha e some. A sacola de super, que é utilizada para recolher esse resíduo, é material reciclável e poderia virar outra sacola ou afins, mas ao invés disso, ela vai direto para o Aterro Controlado , como é mais ou menos o caso de Pelotas. O lixo é um super problema urbano e ambiental, além de ser altamente oneroso para o município.
Então, cada vez que se recolhe o cocô do cachorro, se contribui para o aumento desse lixo. Um lixo gerado por motivos desnecessários.

Claro que bom senso é fundamental, pois entendo o transtorno que é ter que desviar das “armadilhas” no meio da calçada. Mas como minha cusca faz as necessidades no meio fio da rua, bem onde corre a água da chuva, não me sinto na obrigação de recolher coisa alguma.
Pronto, falei!
Até por que, usar sacola de super fere minha filosofia de redução de geração de lixo.

Melhor do que tratar o problema é evitá-lo! Os proprietários de cachorros devem mesmo é se preocupar com o local onde o cachorro vai fazer o cocô, deixando a via pública livre de dejetos e os lixões menos entupidos!

domingo, 13 de junho de 2010

Antônio, o Santo

O dia após o dia dos namorados é feriado em muitas cidades. Alguns românticos acreditam que é para os enamorados poderem dormir juntinhos até mais tarde, mas na verdade é Dia de Santo Antônio, o Santo Casamenteiro! É nesse dia que todas as moças que são “solteira sim, sozinha nunca” colocam o desafortunado Santo de cabeça pra baixo, dentro dum copo d’água, e escondem o bebê Jesus que ele carrega; até que elas possam ser “casada sim, disponível nunca”.

Pensando nisso, fiz uma seleção das simpatias mais bizarras para o dia de hoje!

#Quem deseja descobrir o nome do futuro companheiro deve comprar um facão e, à meia-noite do dia 12 de junho, cravá-lo numa bananeira (pobre bananeira). O líquido que escorrer da planta deve formar a letra do futuro amor. (Sim, só as moças da roça vão descobrir o nome de seu pretendente... onde encontro uma bananeira no meio da cidade?)

#O mais afoito tem ainda outro recurso. Deve ir a um casamento e dar de presente aos noivos uma imagem de Santo Antônio, sem o Menino Jesus. Depois, pedir no altar para se casar com alguém, especial ou não (Oi?! Como assim?? Que desespero). Assim que a graça for alcançada, deve retornar à igreja e lá depositar a imagem do Menino Jesus. (Por favor, se decidirem fazer essa, enfatizem bem o “especial” e deletem o “ou não”).

#No dia de Santo Antonio em uma festa junina coloque água na boca e comece a rodar em volta da fogueira. O primeiro nome que você ouvir alguém chamando ou gritando será o nome do seu futuro marido. (Com certeza o seu nome será chamado, seguido da frase “pára com essa dança da chuva, sua louca”).

Na boa, não quer desperdiçar o dia 13? Então reza pro Santo, sem ameaças, e pede pra ele colocar no teu caminho um cara trabalhador, leal, gentil e companheiro! E se não for pedir demais, que seja levemente safado e bonito.

sábado, 12 de junho de 2010

Dia dos Namorados Macabro

Por que meldelz, por quê? Por que o dia 12 de Junho insiste em ressurgir, ano após ano, com aquele sorrisinho debochado no canto da boca, dizendo com voz sarcástica “Vai ganhar presentinho, vai?”?
No ano passado ganhei presente sim, mas foi da minha mana!

Quem se importa? Eu me importo!!
“Solteira sim, sozinha nunca”. Rááá, desculpa clássica da encalhada. Todo mundo quer um bem pra chamar de seu! Ainda mais neste inverno gelado!!
...
Agora, para fins de consolo, vamos analisar a rotina desse dia:

Presente: um mês antes da dita data a moça já se preocupa com o presente do amado! Quer dar algo original, diferente dos outros 598 presentes originais que vem dando nos últimos 5 anos. Um cd com nossas músicas? Um pôster com nossas fotos? Uma cesta de café da manhã? Uma almofada que diz “melhor namorada do mundo”?

Enquanto isso, no dia 10 de junho, o moço pede que a mãe ou a irmã o ajudem a comprar algo, bem simplinho, afinal, acabou de gastar com o presente de Páscoa dela; e já vai pagar a janta e a “sobremesa” mesmo!

Noite do dia dos Namorados: Restaurantes super cheios, onde quem não fez reserva precisa esperar e rezar para que outro casal tenha brigado na véspera e não apareça. Depois do jantar, o tradicional motelzinho....fila de carros que dobram a esquina e expõe os pobres amantes aos olhares alheios. Há quem tente, e, sem querer esperar por um quarto que será desocupado e super bem higienizado em 2,5 minutos, resolve comer a “sobremesa” em casa mesmo.

Então volto a perguntar: Por que meldelz, por quê?
Ah, porque o amor é tudo de bom! !

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Noite de Quarta no Zoo

Noite de quarta-feira, véspera de feriado, salário quase intacto... opa, é noite de festinha!!
O plano inicial era conhecer o tal Luna Porto Design (Rua Tamandaré, 52 Pelotas http://twitter.com/lunaportodesign). Às 23h30 uma das festeiras passou pela frente e não tinha ninguém! Beleza, temos mais tempo para nos arrumar! Quando chegamos lá, às 00h30, a fila dobrava a quadra (pelo lado maior da quadra), e a essa altura da noite o convite já estava custando 20 pilas.
Público da fila: toda categoria sub-20 de Pelotas; muita meia calça com shortinho; algumas sandálias brancas; alguns bonés e moletons com capuz.
Por volta da 1h15 (ainda na fila) bateu a depressão pré-festa e começamos a nos questionar “o que estamos fazendo aqui?”. Como fomos de táxi, a opção era esperar por uma carona, alguém que também estivesse desistindo da fila e resolvesse ir para outra festa!

O problema da carona é que não tem como mentir ou omitir o destino... o motorista sempre vai saber onde estamos, e às vezes a carona tem um preço! Mas amiga legal é aquela que se sacrifica pela festa! (e essa amiga, pelo jeito, nunca vai completar o álbum da Copa).

Próxima parada: João Gilberto (Rua Gonçalves Chaves, 430 Pelotas 53-3025 4672), também conhecido como Zoo!
O JG é aquilo, dá de tudo, difícil definir o público. Vamos apenas dizer que ontem, em especial, o zoológico estava completo, sem faltar nenhum espécime! E estava muito, muito cheio, tornando o bailinho inviável.
Mas o importante da festa é estar acompanhado de pessoas felizes e que nos fazem felizes! E por isso a noite foi muito boa!! Difícil não se divertir no JG.

Um favor: alguém avisa pro Jeff e sua Banda que o equipamento de som deles precisa ser substituído, com urgência! Por melhor que a banda seja, som abafado e arranhado não dá!
Ah, sentimos falta de dois mergulhões e um alemão-batata, que no fim das contas, nos enrolaram e não apareceram!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A TV do Futuro

Ontem à noite assisti a uma palestra onde o tema abordado era “A Televisão do Futuro”. O palestrante, o Sr Fernando Ferreira, diretor de tecnologia do Grupo RBS, mostrou toda a evolução da TV até os dias de hoje e os anos futuros, até chegar à TV 3D.

O auge da palestra foi quando projetaram 03 vídeos em 3D (show do Skank, desfile de escola de samba do Rio e apresentação da Ana Botafogo).
Como sou uma pessoa do interior; e não falo isso no sentido pejorativo, pois realmente me sinto muito interiorana; ainda não havia experienciado o 3D. O negócio é simplesmente fantástico! A sensação que tive é que o efeito de profundidade é ainda mais intenso do que um evento visto a olho nu.

Minha irmã, que assistiu Avatar e Alice em 3D havia questionado se o local da sala do cinema onde se senta é relevante... mas ontem o Sr Fernando explicou que a diferença entre os dois filmes é que Avatar foi todo capturado em 3D, enquanto que Alice foi capturado em 2D e transformado em 3.

Durante a apresentação foi mostrada uma foto de uma sala de cinema, com uma galera usando aqueles óculos especiais. Aquela imagem me fez lembrar que 3D não é novidade. Há uns 12 anos atrás me lembro de anunciarem uma sala de cinema na Disneyland com o filme 'Querida, Encolhi a Platéia' em 3 ou 4D, pois a sala proporcionava efeitos físicos também. Na mesma época, comprei uma Super Interessante que vinha com o tal óculos e era possível ver as reportagens em 3 dimensões.

Me pergunto então: Por que naquela época essa tecnologia não fez sucesso e hoje retorna como um “boom”, parecendo que já não conseguiríamos viver sem ela? Esse era o questionamento que gostaria de ter feito.

Ah, e foi anunciado que o Cinemark (Porto Alegre) fará transmissão dos jogos da Copa em suas salas de cinema, em 3 Dimensões! Não sou fã de futebol, mas nossa, essa eu gostaria de ver!!!